segunda-feira, 15 de julho de 2019

O INCÊNDIO DE CURITIBANOS


Em 26 de setembro de 1914, a cidade de Curitibanos foi atacada por um grupo de fanáticos revoltosos, que tinham apoio de inimigos do Coronel Albuquerque, superintendente do município. De acordo com relatos históricos, a intenção do grupo era matar o coronel, que havia fugido para Blumenau. Como não o encontraram, atearam fogo em casas, prédios públicos e estabelecimentos comerciais.



Motivado por vingança pessoal entre os irmãos Sampaio e Pereira contra o Coronel Albuquerque, o ataque resultou na destruição de 18 casas, dentre elas, a casa do coronel, a Intendência Municipal, Estação Telegráfica, cinco estabelecimentos comerciais e a Cadeia Pública. Também foram destruídas as instalações do jornal "O Trabalho", de propriedade do Coronel Albuquerque. A casa onde funcionava o Cartório não foi queimada porque era alugada, de propriedade de um simpatizante dos jagunços fanáticos. Foram poupadas, também, as casas que tinham fotos do Monge João Maria.

A operação foi tão bem preparada que não houve nenhuma morte, porém, os danos foram enormes, pois se perdeu praticamente toda a documentação existente até então. A violência representou um grande atraso para a cidade. Em 1937, 23 anos depois do incêndio, apenas 35 novas casas haviam sido construídas.

O livro A Saga Camponesa conta um pouco do incidente que ficou marcado para sempre nos anais dos curitibanenses. Caso queira adquirir um exemplar, você poderá solicitar um pelo seguinte número: +55 49 98801-8100 (WhatsApp).